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IA no Atendimento: Por que o "Puxadinho" Tecnológico está Matando sua Experiência do Cliente.

  • fabiojmpessoa
  • 13 de jan.
  • 3 min de leitura

Ao longo de uma série de textos destinados ao uso da inteligência artificial para o atendimento ao cliente, procurei mostrar uma visão ampliada sobre o assunto. Ao invés de construir informação alienada, contaminada apenas por aquilo que me agrada, tentei mostrar todas as possibilidades possíveis e todos os efeitos nocivos desta transformação em curso. Este último texto não encerra o assunto. Ele apenas traz uma reflexão final ao que temos para este momento.

No canto esquerdo uma atendente de telemarketing uniformizada com terno azul e gravata. Do outro lado a representação de um agende de IA. A imagem representa o uso integrado de ambos para gerar experiências positivas para o cliente.
No canto esquerdo uma atendente de telemarketing uniformizada com terno azul e gravata. Do outro lado a representação de um agende de IA. A imagem representa o uso integrado de ambos para gerar experiências positivas para o cliente.

Significa dizer que ao final de um ano, poderemos ter mudanças que já transformaram a informação de hoje em algo obsoleto.  Em se tratando de tecnologia e evolução de processos nos tempos atuais, tudo é possível. Sem enrolação, vamos então direto ao ponto: há um caminho seguro e viável para uso de IA no atendimento de hoje? Sim, há.


Para superar as armadilhas ocultas da automação simplista, a excelência no atendimento deve se basear numa estrutura com três pilares: Pessoas, Processos e Tecnologia. A tecnologia atua como o acelerador que otimiza a operação, mas ela deve ser projetada para liberar as pessoas, permitindo que elas sejam mais humanas e estratégicas, e não para substituí-las. O verdadeiro impacto da IA reside na forma como ela é integrada à estratégia de Experiência do Cliente (CX).


A adoção da IA exige investimentos em requalificação da força de trabalho. O investimento massivo no aprimoramento de habilidades é crucial para que os agentes automatizados se mantenham competitivos e relevantes. O foco do treinamento deve migrar para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais (Inteligência Emocional) e também para a capacidade de lidar com perfis de clientes variados.   


Em termos de arquitetura, a solução reside na adoção de modelos híbridos avançados que contenham:

  1. Chatbots Híbridos: Sistemas que não apenas respondem a perguntas frequentes, mas que possuem regras claras para remeter a interação para um agente humano quando necessário, garantindo que a tecnologia apoie, e não bloqueie, a resolução complexa.   

  2. Omnichannel (atendimento integrado em diferentes canais) Inteligente: O cliente deve ter a liberdade de escolha entre o canal digital e a interação humana. O sistema omnichannel inteligente deve integrar a IA com o CRM para que os dados coletados sejam usados não para forçar o cliente a se adaptar ao sistema, mas sim para personalizar e enriquecer a experiência humana, evitando que ele precise repetir informações.   

  3. Análise de Dados Estratégica: A automação deve registrar cada interação, gerando insights valiosos sobre pontos de fricção e motivos de contato recorrentes. Esses dados, que são um subproduto da automação, devem ser usados para a melhoria contínua do processo e para informar a estratégia humana.   


Em linhas gerais, não se pode pensar num uso adaptado de IA. Para que os resultados apareçam com assertividade a tecnologia precisa ser incorporada. No primeiro caso (adaptado) é como se fizéssemos um “puxadinho” na estrutura de atendimento, acreditando que somente isso vai mudar o perfil do atendimento. Mas como o próprio nome sugere, neste caminho a solução não é feita para resolver, mas cumprir um papel provisório.


Já a incorporação prevê uma mudança estrutural, que compreenda todos os processos e áreas. Usando um exemplo mais didático, neste caminho mantém-se a base da casa, mas todo o resto é refeito. O resultado é um imóvel renovado e funcional, seguindo todas as necessidades de uma moradia atual. O contrário disso pode fazer com que o investimento de IA se torne uma “caixinha de surpresas”.


As organizações líderes de mercado reconhecem que o futuro do atendimento é a integração inteligente. Ao abraçar uma estratégia de Governança Híbrida, que combina a velocidade e a consistência da IA com a empatia e o pensamento crítico dos agentes humanos, as empresas podem construir relacionamentos mais duradouros e rentáveis, destacando-se não apenas pela eficiência, mas pela qualidade inegociável da Experiência do Cliente. O caminho para a excelência exige cautela, planejamento e um compromisso inabalável com a humanização do digital.   


Se você deixou e ler algum dos textos anteriores, sugiro que procure pelo primeiro da série e faça a maratona. Assim você vai ter propriedade para compreender com mais profundidade todo o conteúdo atualizado sobre o tema. Se a sua atividade ou negócio é de pequeno porte e você crê que esse recado não se encaixa, cuidado! Não há limites para as transformações que estão ocorrendo. Neste caso, ainda que seja para não usar, é preciso compreender.


É sabendo onde estamos que conseguimos planejar para onde vamos! Até a próxima!!!

 
 
 

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